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Equidade de gênero nas empresas ainda é um tema pouco abordado

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Dia 8 de março se comemora o Dia das Mulheres.  A data que geralmente é associada a festividades e presentes como flores, chocolates e mimos, é, na verdade, uma data histórica e resultado de anos de luta das mulheres por direitos igualitários. 

Você sabe qual é a origem do Dia das Mulheres?

Não é possível dizer o momento exato em que o Dia das Mulheres se originou, mas se for para fazer uma linha do tempo, é possível mencionar a passeata das mulheres de 26 de fevereiro de 1909, em Nova York, como um marco inicial.

Em busca de condições melhores de trabalho, cerca de 15 mil mulheres marcharam pelas ruas da cidade. Naquela época, a jornada de trabalho podia chegar a 16 horas por dia,  seis dias por semana e às vezes, com expediente até mesmo no domingo. Esse movimento teria sido o primeiro “Dia Nacional da Mulher” americano. 

Na Europa, o movimento nas fábricas também crescia. Em agosto de 1910, Clara Zetkin propôs em uma reunião da Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas a criação de uma jornada de manifestações.  Essa jornada passou a acontecer anualmente em busca da igualdade de direitos, mas não havia uma data exata para os protestos. 
Porém, em 1917 houve um marco que deu início ao 8 de março ser estabelecido mundialmente como o dia da mulher.

No dia 23 de fevereiro pelo antigo calendário russo, e 8 de março no calendário gregoriano, que os soviéticos adotaram em 1918 e é utilizado na maioria dos países atualmente, um grupo de mulheres operárias saíram às ruas para manifestar contra a fome e a Primeira Guerra Mundial. O movimento também foi o pontapé da Revolução Russa.

mulheres unidas em protesto

Cenário para as mulheres atualmente no mercado de trabalho 

Raramente as pessoas associam o Dia das Mulheres a uma data que envolve lutas políticas e ao mercado de trabalho. No entanto, como pudemos ver, a origem tem tudo a ver com mulheres na luta por direitos igualitários. Mas, você deve estar se perguntando: após anos de lutas, o cenário organizacional está mais favorável para as mulheres? 

A resposta para essa pergunta é muito mais complexa do que apenas dizer sim ou não.  Em 2020,  a taxa de mulheres que estavam trabalhando ficou em 45,8% no terceiro trimestre do ano, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Este teria sido o nível mais baixo desde 1990, quando a taxa ficou em 44,2%. 

Dentre os fatores que contribuíram para que essa desigualdade aumentasse podemos citar a pandemia, isso porque as categorias que foram mais afetadas durante este período são ocupadas, majoritariamente, por mulheres. 

Além disso, o fechamento das escolas e creches fez com que mães não tivessem outra opção a não ser deixar o trabalho para cuidar dos filhos. Uma pesquisa realizada pela Rede Nossa São Paulo mostrou que a percepção dos paulistanos quanto às tarefas de casa ser responsabilidade exclusiva de mulheres aumentou, saindo de 7% em 2020 e chegando a 14% neste ano de 2022.  Ou seja, no imaginário de grande parte da população, as mulheres possuem mais obrigações em casa do que os homens, o que contribui muito para o aumento da desigualdade, seja no ambiente doméstico ou profissional. 

Outro ponto importante quando falamos sobre o cenário atual para as mulheres no mercado de trabalho, são os salários.  Em 2019, de acordo com o IBGE, as mulheres receberam 77,7% do salário dos homens. E a diferença é ainda maior quando falamos em cargos de maior rendimento, como diretores e gerentes. Neste caso, as mulheres ganharam apenas 61,9% do rendimento dos homens. 

O cenário para as mulheres ao longo dos anos continua desigual e preocupante. De acordo com dados da Global Gender Gap Report de 2021, as mulheres ainda levarão 267 anos para conseguir a equiparação de salários com os homens. 

Como as empresas podem ajudar com a equidade de gênero? 

Diante deste cenário, as empresas ocupam um papel importante na hora de ajudar a estabelecer uma maior equidade de gênero neste ambiente. 

Para te ajudar a entender qual é o papel das instituições, listamos abaixo alguns tópicos importantes de serem abordados:

Tenha um comitê de diversidade 

Ter um comitê de diversidade na empresa faz toda a diferença, visto que as pessoas que o compõem desempenham um papel muito importante de trazer debates e ações que possam contribuir para a diversidade e equidade dentro da organização.

Além disso, o comitê também tem o papel de incentivar a área de recrutamento e seleção a fazer contratações de pessoas diversas. 

Aqui, na NeoAssist, temos o Coletivo Mergulhar,  que foi criado em 2020 e desde então implementa ações práticas de diversidade e inclusão para toda a empresa.

Faça um recrutamento neutro 

A comunicação neutra pode fazer toda diferença quando falamos em um recrutamento direcionado. Incluir “pessoa” antes do nome do cargo, ajuda com que as mulheres e minorias se sintam mais confortáveis em se candidatar às vagas. 

A Neo tem implementado essa ação desde 2020, não somente nas vagas, como também na comunicação interna. 

Ofereça salários igualitários 

É importante que a empresa ofereça salários iguais para pessoas que ocupam o mesmo cargo, independentemente de gênero, idade, etnia, orientação sexual, etc. Afinal, é preciso que essas ideias saiam do papel e realmente façam a diferença na vida dos colaboradores. 

Na Neo temos a política de Cargos e Salários que contribui diretamente para a igualdade salarial. Além deste, também temos a licença parental e outros projetos que visam oferecer maior bem-estar para as pessoas colaboradoras. 

Equidade de gênero foi tema do NeoCast deste mês

A NeoAssist entende a importância da equidade de gênero na vida das pessoas e para garantir que todos tenham direitos iguais, trabalhamos diariamente para que a nossa cultura seja diversa e inclusiva. 

No NeoCast deste mês falamos com a Verônica Perez, supervisora de Marca Empregadora e Diversidade & Inclusão da NeoAssist, sobre como as empresas podem colaborar para a equidade de gênero além das datas. 

Para entender melhor todas as ações que a Neo tem feito para trazer ainda mais a equidade de gênero para dentro da empresa, ouça o NeoCast deste mês!

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